Sexta-feira, 27 de novembro, 2020

Abstrato

O presente artigo apresenta um panorama do comer na Bahia sob a ótica dos viajantes ao longo do século XIX. Objetivo: Realizar um levantamento de descrições e observações de viajantes sobre a alimentação diária dos baianos no século XIX. Metodologia: Foi realizada uma revisão bibliográfica com análise de conteúdo baseada nos diários de viagem de quatro viajantes - Thomas Lindley, Johann Rugendas, Durval de Aguiar e Maximilian of Habsburg. Resultados: A categorização dos dados identificou a importância da cultura da cana-de-açúcar e mandioca, e seus derivados, para as refeições, revelando-se essencial para a construção dos aspectos socioculturais da alimentação dessas pessoas. Paralelamente, o consumo de vegetais e animais comestíveis presentes na cozinha, mostra a influência dos hábitos indígenas sobre o consumo de vegetais e animais selvagens e da cultura africana na preparação de iguarias e pratos, que ainda hoje são conhecidos. Além disso, foram encontrados relatos sobre hábitos alimentares e formas de arrumar a mesa, apresentados em conjunto com a alimentação e as refeições, que em conjunto sugerem uma representação de quem comia no século XIX. Conclusão: Esta pesquisa favorece discussões sobre as construções culturais dos hábitos alimentares contemporâneos, demonstrando que a alimentação é o que é social e culturalmente aceito por determinado grupo e, assim, indica novos debates sobre os hábitos alimentares dos baianos.

O presente artigo apresenta um panorama do comer na Bahia sob a ótica dos viajantes ao longo do século XIX. Objetivo: Realizar um levantamento de descrições e observações de viajantes sobre a alimentação diária dos baianos no século XIX. Metodologia: Foi realizada uma revisão bibliográfica com análise de conteúdo baseada nos diários de viagem de quatro viajantes - Thomas Lindley, Johann Rugendas, Durval de Aguiar e Maximilian of Habsburg. Resultados: A categorização dos dados identificou a importância da cultura da cana-de-açúcar e mandioca, e seus derivados, para as refeições, revelando-se essencial para a construção dos aspectos socioculturais da alimentação dessas pessoas. Paralelamente, o consumo de vegetais e animais comestíveis presentes na cozinha, mostra a influência dos hábitos indígenas sobre o consumo de vegetais e animais selvagens e da cultura africana na preparação de iguarias e pratos, que ainda hoje são conhecidos. Além disso, foram encontrados relatos sobre hábitos alimentares e formas de arrumar a mesa, apresentados em conjunto com a alimentação e as refeições, que em conjunto sugerem uma representação de quem comia no século XIX. Conclusão: Esta pesquisa favorece discussões sobre as construções culturais dos hábitos alimentares contemporâneos, demonstrando que a alimentação é o que é social e culturalmente aceito por determinado grupo e, assim, indica novos debates sobre os hábitos alimentares dos baianos.

  • Vilson Caetano Sousa JuniorUniversidade Federal da Bahia
  • Rafael Arcanjo Tavares FilhoUniversidade Federal da Bahia
  • Tayran Felipe Silva VasconcelosUniversidade Federal da Bahia

Comentários estão fechados.